Como se faz
Saiam com papel e lápis (ou o papel mental, e desenha-se ao voltar) para levantar o mapa do território dele: as quadras de sempre, mas com olhos de expedição.
A criança decide o que merece entrar no mapa — e aí está a graça: o mapa dela não marca o que o Google marca, marca o que importa aos oito anos. Cada caminhada seguinte o corrige e o expande: uma legenda nova, um limite explorado, o cantinho descoberto que é preciso acrescentar.
O que constrói — o porquê
Orientação espacial e observação, sim — mas sobretudo a experiência de representar o próprio mundo: decidir o que importa, nomeá-lo e desenhá-lo. Uma criança que mapeia o próprio bairro o habita diferente: é dela.
Como muda com a idade
3–5 Primeira infância
6–9 Infância
10–12 Pré-adolescência
O que observar no seu filho
Há meninas que desenham ruas e meninos que desenham histórias («aqui eu caí», «aqui mora o meu amigo»). Os dois estão mapeando; não corrija o gênero do mapa. Repare em quais lugares ele evita ou marca com medo — o mapa também é um censo emocional do território.